Na eterna família, entrelaçado

por  simpatia real  - e afeição -

entre braços e abraços, é chegado

o momento da separação.

 

Na estação do cativeiro,

com destino ao mundo terra,

embarco.

A viagem é longa e com ansiedade,

marco

os nove meses que passo...

Enfim, o endereço destino:

de novo, nasço!

 

Encontro velhos amigos!

Na família de outrora, bendigo

o modo como sou recebido:

com votos de “Seja bem-vindo!”

 

Compromissado,

em avançar mais um passo,

sendo a semeadura livre,

colho bons frutos

e, obrigatoriamente, também

colho fruto estragado.

 

Resquícios  de egoísmo

ainda arraigados

trazem-me orgulho e vaidade

- sombras das paixões -

Uso então a liberdade

que o livre arbítrio me outorga.

 

Para o desprendimento alcançar,

o tempo é preciso viver

e em intensidade captar.

Para frutos salutares colher,

é necessário semear caridade,

porque na estação – embarcado -

da esperada liberdade,

quero levar, no meu coração,

da vitória, a realização,

por mais um degrau conquistado.  

 

 

 

 

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