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Autor:
J.B. Carneiro
Quero
ser um audaz
bandeirante,
Para no teu sertão
me embrenhar.
Nos teus morros
gêmeos,
delicados,
Minhas mãos,
ansiosas,
deleitar.
Intrépido,
penetrar tua
geografia.
E afagar as
formas bem
torneadas
Da tua
voluptuosa
anatomia.

Descobrir minas
no desbravamento,
Fazer trilhas no
teu dorso
relvado
E deixar nu teu
fértil recôncavo...
Fincar bandeira
em teu solo
escarpado!

Nas cavernas,
alimentar os
desejos.
Ouvir, nas
grutas, teus
ecos
delirantes...
Estalactite em
êxtase, chorar
gota a gota.
O prazer que te
faz bandeira
tremulante...

Quero inspirar
da tua mata
virgem a pureza,
Debruçar-me,
sutil, nos teus
sentimentos,
Para marcar em
ti, terra
mulher, com
rijeza,
As firmes
pegadas do meu
desbravamento...
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